Do início dos anos 1980 até meados dos 90, a Colômbia viveu momentos de forte tensão social em função da formação de cartéis por narcotraficantes. Aos olhos da sociedade, as consequências foram devastadoras.
Numa escalada sangrenta e sem limites onde elimina policiais, delegados, jornalistas, oponentes políticos e até ministros de Estado, o terrorista Pablo Escobar Gaviria decide explodir um avião comercial, onde supostamente estaria o candidato à presidência da República Cesar Gaviria. Mas Gaviria não estava no avião. No avião estava Nacho. E mais 106 inocentes que foram violentados e tiveram suas vidas fragmentadas pela mão do terrorismo. Mais 107 famílias vítimas do narcotráfico na Colômbia.
José Ignacio Vargas Mendoza, NACHO, era um cidadão comum. Um homem de caráter. Filósofo, teólogo, padre e professor, por onde passou deixou lembranças e legados positivos. Uma pessoa engajada com sua vida e a de seus semelhantes, aberto ao próximo. Um ser humano que lutou pelas suas causas. Em NACHO, o filme, sua história de vida é contada através de memórias de sua esposa, filhos e amigos, e narrada pelo filho Daniel Ignacio, diretor, produtor e também fotógrafo do filme.
Após a explosão e o falecimento de NACHO, Daniel dá início à sua jornada de reconstrução a partir do poder cíclico da vida. Um filme sobre o amor eterno, a presença na ausência, o perdão a liberdade, a vida e a morte.